Estudantes da rede pública representam o DF em festival de quadrilhas juninas na Paraíba 

by Amarildo Castro
  • Grupo de 35 alunos de escolas de Planaltina embarcou para intercâmbio cultural no Maior São João do Mundo, em Campina Grande

Grupo de estudantes que embarcaram para representar o DF no Maior São João do Mundo, em Campina Grande, na Paraíba | Fotos: André Amendoeira/SEEDF

Por Agência Brasília*  | Edição: Plácido Fernandes 

Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal embarcaram, na manhã da quarta-feira (10), para uma experiência de intercâmbio cultural em Campina Grande, na Paraíba. Os 35 alunos integram o projeto Xodó do Cerrado, que reúne oito escolas públicas de Planaltina, e representarão o DF no III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares, além de participarem de atividades da programação da festa Maior São João do Mundo. A participação dos discentes foi viabilizada pela Secretaria de Educação (SEEDF), que custeou as passagens e a hospedagem do grupo. 

Durante o embarque da comitiva no Aeroporto de Brasília, a secretária interina de Educação, Iêdes Braga, desejou sucesso aos estudantes que representarão o DF em Campina Grande. “Esse grupo levará a cultura, o talento e o trabalho desenvolvido nas nossas escolas para um dos maiores eventos juninos do país. Quando a educação valoriza a cultura popular, fortalece a identidade dos nossos estudantes e amplia suas oportunidades de aprendizagem, contribuindo para sua formação cidadã e acadêmica”, afirmou. 

A delegação é composta por estudantes, servidores e voluntários envolvidos no projeto, que há 13 anos desenvolve ações pedagógicas, artísticas e sociais voltadas à valorização da cultura popular. A viagem tem como objetivo promover a formação cultural dos participantes, fortalecer o protagonismo estudantil e incentivar o intercâmbio de experiências entre diferentes regiões do país. 

A professora Lucineide Amorim, que participa do projeto Xodó do Cerrado, ao lado da estudante do 2º ano do ensino médio Maria Luiza Fonseca

Cultura, educação e troca de experiências

Em Campina Grande, os estudantes se apresentarão, nesta quinta-feira (11), em uma competição com outros grupos tradicionais escolares de todo o país que mantêm vivas as tradições juninas brasileiras. A aluna do 2º ano do ensino médio Maria Luíza Fonseca explicou que o tema escolhido pela equipe para a apresentação deste ano, “Como Girassol”, foi inspirado na simbologia da flor, com valores como união, esperança e fortalecimento coletivo.  

“A gente se inspirou bastante em como o girassol cresce, floresce e busca sempre a luz. Ele está sempre virado para o Sol e, quando os dias estão nublados, os girassóis se voltam uns para os outros”Maria Luíza Fonseca, aluna do 2º ano do ensino

“A gente se inspirou bastante em como o girassol cresce, floresce e busca sempre a luz. Ele está sempre virado para o Sol e, quando os dias estão nublados, os girassóis se voltam uns para os outros”, explica Maria Luíza. “Pensamos muito nessa ideia, porque queremos viver sempre voltados para a luz, cultivando energias boas e nos apoiando mutuamente para sermos mais fortes juntos.” 

Para a discente, a oportunidade de representar o Distrito Federal em Campina Grande é a realização de um sonho compartilhado por todo o grupo. “A emoção é enorme. Acho que todo quadrilheiro tem esse sonho, porque estamos falando do Maior São João do Mundo”, empolga-se. “É uma experiência que a gente ainda nem consegue imaginar como será. Estamos muito animados para conhecer tudo e viver cada momento. Tenho certeza de que será uma lembrança que vamos guardar para sempre”.

Além das apresentações artísticas, o intercâmbio permitirá a troca de conhecimentos sobre a importância das festas populares como instrumento de valorização da identidade cultural e fortalecimento dos laços comunitários. 

Reconhecimento 

Para a professora Lucineide Amorim, que participa do projeto e acompanha a comitiva, a participação no festival representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de mais de uma década. “São 13 anos de trabalho, e poder estar em Campina Grande, encerrando um festival tão importante como a única quadrilha escolar do Distrito Federal e um dos poucos projetos pedagógicos desse formato no Brasil, é motivo de muito orgulho”, ressalta.

Segundo a educadora, a preparação para a apresentação começou ainda no início do ano e envolve uma série de atividades formativas que vão além dos ensaios. “Estamos nos preparando desde janeiro, com ensaios e oficinas de teatro, dança, expressão corporal e cultura brasileira. Toda a escolha das músicas, da coreografia e dos figurinos é feita com muito cuidado para transmitir uma mensagem positiva”, explica Lucineide. 

Postagens relacionadas

Deixe um comentário