Letramento Digital do Cegafi-UnB amplia atuação e deve alcançar mais de 250 jovens pelo Brasil

by Amarildo Castro
  • Iniciativa passa a integrar diferentes projetos do Centro e aproxima tecnologia, políticas públicas e desenvolvimento dos territórios (Foto: CEGAFI/Divulgação)

O que começou como um projeto piloto de inclusão digital para jovens do campo ganhou novas dimensões dentro do Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar da Universidade de Brasília (Cegafi-UnB). Após alcançar mais de 100 jovens, o Letramento Digital tornou-se uma iniciativa transversal do Centro e deve levar formação para mais de 250 estudantes do ensino médio e superior, em diferentes regiões do país, entre 2026 e 2027.

Criada em 2024, a iniciativa começou com 40 jovens de comunidades e assentamentos rurais do Distrito Federal e entorno. Ao longo da primeira experiência, os participantes produziram mais de 2 mil materiais digitais, entre vídeos, panfletos e textos, utilizando a tecnologia também para compartilhar informações sobre políticas públicas e conhecimentos dos próprios territórios.

“Mais do que ensinar a utilizar ferramentas digitais, queremos mostrar aos jovens como a tecnologia pode contribuir para transformar a realidade onde eles vivem. O Letramento Digital cresceu justamente porque esse conhecimento passa a ser aplicado nos territórios, dialogando com políticas públicas e com os desafios de cada comunidade”, destaca Mario Ávila, diretor do Cegafi-UnB.

Atualmente, o Letramento Digital está presente em diferentes projetos do Centro. No Observa-CI, estudantes de escolas públicas de Planaltina, Sobradinho e Arapoanga participam de atividades sobre ferramentas digitais e acesso à alimentação de qualidade. Já no Monitora Territórios, jovens colaboram com a coleta de dados e percepções da população para fortalecer a política de Territórios da Cidadania em todo o país. Na Bahia, o Monitora Água e Alimentos utiliza esse conhecimento em ações relacionadas à restauração da Caatinga.

A formação utiliza metodologias ativas, como a gamificação, para estimular o protagonismo dos participantes. A proposta é fazer com que os jovens não apenas aprendam a utilizar novas tecnologias, mas consigam transformar esse conhecimento em soluções e oportunidades para suas comunidades.

Colaboração de Teresa Starling/Comunicação (Foto e texto)

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