Coronavírus – Liberação de eventos corporativos, piscinas, saunas e parques de diversão mostra que economia supera o medo e risco no DF

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Por Amarildo Castro (em primeira pessoa) – O número vidas perdidas pela covid-19 no Distrito Federal já ultrapassou a marca dos três mil óbitos, sendo que em agosto, em um só dia, a unidade federativa chegou a registrar 66 mortes.

Não sou especialista no tema, mas a gente observa que ao longo desses quase sete meses de pandemia coronavírus todo o esforço do governo e de quem quer de fato colaborar para evitar o avanço desenfreado do vírus está chegando ao limite. Digo, quase ninguém mais suporta manter ou respeitar a mesma política de proibições, nem o governo, nem a comunidade.

Não dá para avaliar se isso é certo ou errado. Mas com o anúncio de mais um ‘lote’ de atividades que serão liberadas para o funcionamento no DF, como eventos corporativos, piscinas, saunas, futebol amador, entre outros, mostra que a partir de agora os cuidados para evitar o contágio do coronavírus depende muito mais de cada pessoa do que das autoridades.

Isso porque a linha dura de proibições frente ao vírus praticamente acabou, e está quase ‘tudo liberado’, e de certa forma, é uma espécie de ‘salve-se’ quem puder, porque não haverá fiscais para controlar quem faz certo ou não onde quer que esteja.

A nova política adotada antes que a vacina chegue (se chegar em tempo), é quase uma mensagem de ‘salve-se’ quem puder a partir de agora, porque o vírus circula agora pelo menos dez vezes mais entre nós. Ou você se protege bem contra ele, com todos os equipamentos, ou seu organismo terá que se virar para não deixar ele te pegar.

Muito antes, embora eu defendesse sempre o máximo de cuidados frente ao coronavírus, já falava que chegaria o ponto em que a comunidade iria conviver com o risco de forma quase que natural, e iria se expor muito mais. É como ter umas 300 mil pessoas dentro de uma grande jaula com dois ou três leões, cedo ou tarde, um deles de devora, mas como tem muita gente e cada um precisa seguir em frente, o risco parece ser inexistente e as pessoas continuam vivendo até onde dá. Se alguém cruza com um leão, já nem corre mais, só tenta desviar levemente para ver se a ferra não te ataca. Mas no fundo, pode ser a sua vítima do dia.

Outra observação nesse período é que os mais jovens e mais saudáveis, não têm de modo geral problemas com o coronavírus, mas continuo achando que essa pandemia é capaz de matar em larga escala os pais mais velhos e avós. E diante de tudo isso, o que podemos fazer?

Eu não sei, caro leitor, se puder, responda para mim.

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