Prefeitura de Campo Grande é destaque entre as cidades do Centro-Oeste ao incentivar descarte correto de lixo eletrônico

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Leiloeira da cidade busca empresas que queiram transformar seus bens sem uso em dinheiro através de leilões de sucatas e até mesmo de itens usados em bom estado 

A cidade de Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul, é a única entre todas as cidades da região Centro-Oeste que possui parceria com a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos) para incentivar o descarte correto de lixo eletrônico na região.

Segundo dados revelados pela Universidade das Nações Unidas, no relatório The Global E-waste Monitor 2020, foram descartadas no ano de 2019 no mundo inteiro 53,6 milhões toneladas de aparelhos eletroeletrônicos e, apesar de tudo poder ser reciclado, apenas 17,4% passou pelo processo de reciclagem para se tornar um novo produto.

Pioneira quando o assunto é leilão sustentável, a leiloeira oficial de São Caetano do Sul, Tatiana Hisa Sato, CEO da Hisa Hanbai Leilões, tem como objetivo diminuir o descarte de lixo eletrônico ou outros objetos que estão em condições adequadas de uso, para que esta e próximas gerações não sofram com doenças e problemas devido ao acúmulo de resíduos e metais pesados que agridem o meio ambiente. 

A Hisa Hanbai Leilões oferece às empresas e pessoas físicas a oportunidade de leiloar seus bens usados em bom estado ou inservíveis ao invés de descartá-los na natureza, diminuindo impactos negativos ao meio ambiente. 

No mesmo ano de 2019, aqui no Brasil, foram produzidas mais de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico, sendo a quinta maior quantidade produzida em todo o mundo. Na América Latina, os brasileiros são os maiores produtores deste tipo de lixo. “Os eletrônicos que são descartados podem ser tanto reciclados como reutilizados, de acordo com o seu estado de uso. Tanto o mercado de sucata quanto o de revenda de usados gera muito emprego, muita renda e aquece economias locais, sem contar que também tornam mais acessível a aquisição de inúmeros produtos”, ressalta Tatiana.

Como exemplo, a Prefeitura do Município de Ribeirão Bonito, no estado de São Paulo, realizou no mês de novembro um leilão de veículos que já não serviam para a frota, mas que tinham possibilidade de circulação. Essa ação permitiu que pessoas pudessem adquirir carros com valores acessíveis e também evitar que os veículos acabassem sem uso no estacionamento da prefeitura até se tornarem úteis apenas para o mercado de sucatas, gerando também uma renda aos cofres públicos. “Além de estar preocupado com o meio ambiente e a saúde da população local, os comitentes conseguem aquecer a economia e gerar valor extra para o caixa” finaliza Tatiana.–

Leonardo FontesAssessor de ImprensaAssessoria | Arebo

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