Restaurante Comunitário de Ceilândia poderá ser renomeado com nome de DJ Jamaika

Publicado em 16/06/2023 13h16

    

Foto: Divulgação

DJ Jamaika faleceu em 23 de março, aos 55 anos

Audiência pública da Câmara legislativa debaterá o projeto de Lei nº 303/2023, de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania), que altera o nome do Restaurante Comunitário de Ceilândia para Restaurante Comunitário DJ Jamaika. A discussão será realizada no Auditório da Administração Regional de Ceilândia na segunda-feira (19), às 19h.

De acordo com a deputada, o objetivo da proposta é “homenagear um importante cidadão brasiliense, nascido em Taguatinga, e que foi de suma e extrema importância nos movimentos culturais musicais de Ceilândia e, consequentemente, de todo o Distrito Federal.”, disse.

A renomeação do equipamento, segundo a deputada, é devido ao atual Restaurante Comunitário estar localizado em um antigo Salão de Múltiplas Funções, “voltado para festas e o mais importante espaço cultural da cidade nos anos 80, e que recebia muitos jovens e adultos para curtirem o som de muito funk, soul music e rap, já tendo sido palco para a apresentação de famosos artistas brasileiros”.

Homenageado

Jefferson da Silva Alves nasceu na região administrativa de Taguatinga, em 28 de outubro de 1967, e faleceu em 23 de março de 2023, aos 55 anos de idade. Jefferson foi um rapper brasileiro cuja carreira iniciou na Ceilândia, Distrito Federal, e é considerado um dos rappers pioneiros do hip-hop brasiliense, sendo notoriamente conhecido como DJ Jamaika.

Paula Belmonte explica em seu requerimento que o talento musical do DJ não ficou restrito apenas ao Brasil, que o conheceu com seu hit “Tô Só Observando”, mas também ganhou expressividade internacional. Para ela, as canções de Jefferson refletiam um “som da periferia”.

“As letras são verdadeiras poesias musicais que retratam a realidade da grande massa do povo brasileiro, do trabalhador e dos excluídos e em situação de algum tipo de vulnerabilidade, seja ela social, econômica e até mesmo étnica, embaladas sob o ritmo do gênero hip-hop/rap, demonstrando a importância que o movimento do hip-hop representa para a sociedade”, afirma.

Joás Benjamin (Estagiário) – Agência CLDF

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